30 setembro 2009

setembro

30/ 09/ 2009
23
5





mais um dia trinta é vivido
mais um setembro em minha vida
mais uma primavera a viver


é chegada a hora de florescer
de embelezar a vida
de sorrir mesmo que tardia


flores e sorrisos
beijos e carinhos
meu agradecido delírio
ao setembro nosso de cada vida

quem

que moço é esse
que nunca mais vi
e nao esqueci...



que sorriso é esse
que emoldura o pensamento
e preenche o vazio



talvez fruto do desejo
sem forma nem preconceito
apenas existindo assim



aconchego e verão
impulso e sensação
fantasia sem fim



à noite, às vezes, sonho
com o que quero
e perco o sono .......



prosseguir com o desejado
esperar o esperado
entrar na viagem
reacender a chama
para o novo capítulo e fim!






19 setembro 2009

primavera

o que será que paralisia
e me impede de crescer com alegria

qual aspecto infantil
restou despedaçado em mim

cacos arrastados
ritmados na mesmice de padecer em vida


hora de sair do labirinto
pegar um novo caminho
encontrar o sol que ascende

suspirar alegria da primavera de hoje

sábado 19

posso dizer
que ainda espero você

algo aconteceu na noite
o sonho foi real em dimensão

posso dizer
que não entendi a questão

estávamos em uma grande comemoração
um clima de certa tensão
todos em seus lugares

resumindo

contato direto
entre o privilégio de sair
ou o de sonhar por aí

imaginar uma manhã de sol
e escrevê-la na tela
enquanto o sol sobe pelo dia

melhor ir à tarde pro sambinha
tomar uma cervejinha
deixar rolar o que vier

sem muitos sonhos nem delírios
a questão é que
posso dizer que o calor me envolveu
e em poucos segundos
você foi meu!

15 setembro 2009

desabrochar

acumulei por tempos
sentimentos que não entendia
coisas ainda engasgadas
por não ter lavado as roupas que devia
agora
com o novo ciclo da roda
devo desfazer o peso dos ombros
pois a hora é devida
para entender o processo
ainda dá tempo para o resto
hoponopono pra todos
perdoar os fora da sintonia
perdoar meus erros
antes que tardia

sem pesos
sem posses



esperança

no dia quinze de setembro
do ano de dois mil e nove
a terça tem lua minguante
a lua mingua em uma terça
setembro entrou em outra quinzena

um fervilhar intenso inunda meu cérebro
sinto o passar do tempo
rápido, adiante
o tempo não parou em nenhuma estação
seguiu livre e forte sempre em frente
sem pensar nem parar por nada

difícil ver os rostos do ônibus
tudo passa muito rápido

a primavera muda os ares lentamente
mas o inverno quão melancolia
lança últimos ventos úmidos
que molham minha janela

entrego pra noite toda a inspiração
e no curto intervalo permitido
tento me perder em letras
que saem úmidas
para uma nova estação