o joio do trigo
a época de separação, obrigatória, se instalou no meu dia
naturalmente como a água corre para o mar
o sentimento que ainda nutria por ele foi derramado,
jogado na corrente do tempo
para se diluir, e ser exterminado pela poderosa energia do equilíbrio
hora de voltar-me ao que interessa
á vida que tiraram de mim
lavar a alma, a dor, o desamor
e quando não há mais nada a fazer
quando não mais se pode chorar
quando não devo mais sofrer
volto-me ao interno, ás memórias acumuladas por tempos
e não vejo nada
não sinto nada
não sou nada
e a luz do nada surge
me faz entender que a roda gira
que a vida é uma sucessão de dias
e que tenho uma vida a percorrer
"Senhor, tu podes todas as coisas"
Amém