28 julho 2006

Julho

E o que escrever? Eis a pergunta que a mim faço nesse momento.
Queria contar tudo que vi no insight mas, foi uma impressão tão primária
que compreendi que voltar ao lar, foi a coisa mais precisa que fiz nos últimos tempos.
As tardes de inverno na Gameleira, um azul terno, vivo, manso, ajuda a refletir e clarear as idéias.
Muitas coisas em mim foram repensadas.
Sentimentos intensos, perplexos me fizeram companhia neste inverno.
A vida é realmente um mistério.
Os casarões de Petrópolis , o ar colonial me levaram a uma nostalgia de tempos remotos.
O encontro com meu padrinho querido, neste momento tão frágil, idoso, meio senil..........
Feridas me abriram no coração e chorei muito .
Um choro doído , de despedida.
Confesso que rezei para que o Todo-Poderoso tivesse compaixão dele, perdoasse seus pecados e o levasse à morada eterna.
Seu último olhar a mim foi profundo, naquele momento soube que ele sabia quem eu era.
Um alívio, pequeno, muito pequeno, rondou meu coração.
Voltei para meu Belo Horizonte percebendo a fina linha que separa a alegria da tristeza.
Sempre que puder vou voltar para manter nossa chama de amor.
Ah! O frio imperial tocou meu coração.

Um comentário:

Anônimo disse...

E AGORA, PASSADO QUASE DOIS ANOS ME VEJO REALMENTE ÓRFÃ DE TI.
O QUE DIZER SE NEM CONSIGO SUSTENTAR ESSA DOR EM MEIO PEITO.
QUE VC ESTEJA ENTRE OS SEUS, NAS MORADAS DO ALTÍSSIMO.
TE AMO
MUITO