11 dezembro 2007

fuga

senti que ia te ver
e ao
sentir a chegada
vivi

no único segundo
de contato
e nesse beijo
em meu rosto
senti
a eternidade

com sua face
encostada à minha


me perco
me agito
preciso fugir
ir-me correndo dali

"... te ver e não te querer
... é improvável
... é impossível ..."

chego em casa
e percebo que mesmo por um instante
sou feliz em me sentir viva

na incerteza da noite
saio a arejar
por entre as árvores
vejo o brilho
intenso da lua cheia
procuro uma trilha
há muito perdida
doída
intensa
perdida

abrir mão do velho
foi o conselho recebido
e na lua cheia
pressinto
uma noite plena de sonhos

Nenhum comentário: