Coisas que desconheço
ilusões que sustento
vontades que alimento
e entardeço na cidade
nas nuvens caminho
e um lindo pôr-do-sol à frente
lágrima contidas escorrem na face
gota por gota caem
e molham a folha onde escrevo
há algum mal em sonhar?
em acreditar na felicidade única?
penso que não
sinto que não
assim meu silêncio irrompe
como o fim de férias
e, em frente
um trabalho a ser feito
regar a raiz
nascida em meu peito.
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